quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A ADASCA tudo faz em prol dos dadores de sangue e simultaneamente para que não falte sangue nos hospitais. E o leitor?


As sessões de colheitas de sangue a realizar no mês de Fevereiro
vão decorrer na seguinte data e horário:

Dias 21 e 28 de Fevereiro das 15 horas às 19:30 horas (4ª.s Feiras)

Dia 24 de Fevereiro das 9 horas às 13 horas (Sábados) no Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso em Aveiro, Rua de Ovar, Coordenadas GPS: N 40.62659 - W -8.65133.
Os interessados em aderir à dádiva devem fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão para facilitar a inscrição ou do Cartão de Nacional de Dador de sangue.
Atenção: Após tomar o almoço convém ter em conta o período de tempo para digestão, nunca inferior a 2:30 Horas. Na região de Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode ou não quer…
Lembramos que o Mercado Municipal de Santiago dispõe de excelentes para estacionamento das viaturas, como ainda um Parque de Estacionamento Subterrâneo onde podem deixar as viaturas. Ali os dadores não correm o risco de serem multados. Estão reunidas as melhores condições para trazerem os carros.
Solidários, seremos união. Separados seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos” como escreveu Bezerra de Menezes. Mais, entendam que juntos somos mais fortes!
O propósito da ADASCA é fazer tudo o que está ao seu alcance para que a adesão à dádiva de sangue em Aveiro aumente, nunca somos de mais para fazer face às necessidades de sangue nos hospitais.
NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais
1 — O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue, a Lei confere essa permissão, devendo o dador posteriormente fazer prova à entidade empregadora mediante a declaração que deve ser pedida no local onde se efectua a dádiva.
Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.

Mapa para 2018 pode ser consultado no Site: www.adasca.pt

Joaquim Carlos

Eu, Psicóloga | Arkangel - Quanto o controle dos pais se torna perigoso



Que Black Mirror é uma série tão “Black Mirror” a gente já sabe. É impossível assistir os episódios da série e não ficar mobilizado por alguma questão relatada. Algumas pessoas juram que a série trata sobre a tecnologia. Eu discordo, acredito que Black Mirror se utiliza da tecnologia para “esfregar” na nossa cara questões sociais, emocionais e de relacionamento que já estamos vivendo. Mesmo não tendo acesso a toda tecnologia (ainda) apresentada no seriado.

É pensando nisso que irei falar de uma questão muito bem retratada sobre relacionamento entre pais e filhos , sobre cuidados parentais e sobre a dificuldade em deixar com que o filho passe por experiências que em um primeiro momento pode parecer algo maléfico para a formação da criança ou do adolescente.

O segundo episódio da quarta temporada dirigido por ninguém nada menos que Jodie Foster mostra a relação entre mãe e filha . A trama revela uma mãe comum, que trabalha, cuida da filha e tem um relacionamento tranquilo com o pai. A filha também: começa com ela criança e depois a típica adolescente, crescendo, fazendo o que pode para se desviar das limitações da sociedade e da própria família.

A relação parece ser plausível dentro daquilo que podemos chamar de normal. Uma mãe que não mede esforços pare proteger e cuidar da filha. Entretanto , não é bem assim que acontece. A simbiose entre mãe e filha é elevada a um novo patamar . Para pais preocupados, uma empresa oferece um sistema que é inserido no cérebro da criança. A partir dali, é possível, em um tablet, observar os sinais vitais e a localização do filho, aplicar filtros de desfoque de visão em momentos estressantes do pequeno e literalmente enxergar pelos olhos do jovem. O total controle tranquiliza inicialmente, mas, claro, aterroriza pouco tempo depois.

A distância dos momentos considerados estressantes que são bloqueados pela mãe através do filtro do dispositivo influencia no desenvolvimento da menina. Ela passa a apresentar comportamentos agressivos e de automutilação em resposta a falta de maturidade que seria adquirida pelas experiências que lhe foram privadas. A mãe então desiste do dispositivo — até Sara chegar à adolescência.

Winnicott, psicanalista inglês em sua teoria vem trazer a definição do que é a “mãe suficientemente boa”. Contrariando o próprio senso comum de que a mãe boa é aquela que ama , protege e assegura que na caminhada do seu filho ele encontrará o menor número de adversidades e frustrações possíveis, Winnicott vem trazer luz a essa definição.

Segundo o psicanalista a mãe suficientemente boa não é aquela mãe perfeita, porque essa não existe. Mas é a mãe que sabe a hora certa para favorecer a ilusão no bebê e, logo após, a desilusão.

A ilusão é criada quando a mãe se adapta às necessidades do bebê e este projeta o que ele mesmo criou daquilo de que ele necessita. Aliás, o bebê percebe a mãe dele como sendo parte sua: os dois são um só – o que dá sustento ao pensamento de dependência para com a mãe. Winnicott escreveu em O Brincar & a Realidade: “A mãe, no começo, através da adaptação quase completa, propicia ao bebê, a oportunidade para a ilusão de que o seio dela faz parte do bebê, de que está, por assim dizer, sob o controle mágico do bebê.” É este o período de dependência absoluta, que vai de 4 a 6 meses. É importante notar que o bebê não tem percepção dessa situação, mas adquire uma sensação de onipotência.

Logo após esse período, é tarefa da mãe desiludir a criança, não atendendo tudo tão prontamente. Ou seja, a mãe, progressivamente, começa a fazer com que a criança suporte algumas frustrações. De confrontos em confrontos, o desenvolvimento do ego da criança será facilitado e ela passa a esperar certas atitudes que anteriormente queria na hora.
Em outras palavras a mãe suficientemente boa é aquela mãe que ama, cuida, protege, mas frustra o filho. Ela permite que o filho saia do estado de dependência rumo à independência.
Nesse episódio vemos justamente o oposto disso. Vemos uma mãe insegura, que utiliza da tecnologia como uma desculpa para suprir seus medos de perder essa filha. Mas observe que não é uma perda real, é uma perda imaginária de uma falsa ilusão que dá a essa mãe a falsa onipotência de poder cuidar e proteger essa filha. Onipotência essa que vira onisciência e onipresença e portanto se torna sufocante, opressora.

O resultado é catastrófico: a filha não amadurece porque sua mãe está sempre “filtrando” o que ela pode ver e com isso não permite que a filha enfrente o mundo real. Com todos os seus percalços e adversidades.

Vale aqui algumas reflexões sobre como o cuidado materno e também paterno pode ser algo que prejudica. Prejudica quando não dá a liberdade para o filho escolher e errar. Não permite o filho se machucar. A aprender com a vida. Vida essa que no futuro, quando esses mesmos pais não estiverem vivos não irá protegê-lo.

O episódio nos faz refletir mostrando que não é o excesso de controle que protege. O controle deve existir desde que não invada a liberdade ( liberdade essa de acordo com a idade). O que protege a criança , como Winnicott demonstra em sua teoria é o amor, o cuidado e a disciplina ( a frustração, o não para a criança). Esses três elementos juntos faz com que o filho se sinta amado e confiante de que ele pode errar e que sempre que isso acontecer, ele terá um para seguro para voltar . Afinal, ninguém é totalmente independente. Vez ou outra precisaremos de um colo de mãe.


Debora Oliveira
Psicóloga Clínica
CRP:06/123470

Eu, Psicóloga | 20 coisas que psicólogos gostariam de te contar




1-NÃO! Eu não estou julgando o seu problema :Por mais que você ache ele bobo, é bem provável que eu já tenha passado por algo parecido.

2-Não se preocupe em segurar a onda o tempo todo, isso não é sinal de equilíbrio: Expressar o que você está sentindo é importante e a gente é treinado para lidar com surtos de ansiedade ou crises de choro.

3-De algum modo, todas as mentes são meio problemáticas: Não precisa ter medo de confessar suas intimidades, por mais vergonhosas que elas sejam.

4-Tudo é material que revela como uma pessoa se organiza mentalmente, como pensa e sente: Chegar atrasado, atrasar pagamento, faltar a sessão, as coisas que escolhe falar e escolhe não falar, a hora que olha pra gente e a hora que desvia o olhar… Tudo tem uma motivação pra acontecer.

5-Muita gente conta a sua história e pergunta: “eu tô louco? Isso é depressão?” Diagnósticos podem ser úteis, mas é mais importante ouvir o que você está sentindo do que dar um nome para isso.

6-A fonte de quase todo sofrimento tem a ver em alguma medida com dificuldades em se comunicar: Boa parte do que uma terapia promove é ajudar a pessoa a lidar com o que existe dentro dela.

7-Nós não vamos dar palpites na sua vida. Você é quem toma as decisões: Nosso maior objetivo é aumentar sua capacidade de ter consciência a respeito do que sente e do que deseja para a sua vida.

8-Desculpe, a gente não tem a resposta para tudo: Nós podemos te ajudar a pensar em alternativas, mas o Conselho Federal de Psicologia ainda não regulamentou o uso de bola de cristal como tratamento terapêutico.

9-O silêncio é importante. Aceite-o: A gente também tem dificuldade de manter aqueles momentos de silêncio durante uma sessão. Mas fazemos um esforço para permitir que eles aconteçam.

10-É parte fundamental do processo trabalhar a relação com o terapeuta: Então fale quando a sessão te deixa com raiva, com medo, ou muito feliz.

11-Depois de um tempo, a gente acaba sentindo um tipo de carinho pelos nossos pacientes: É impossível conhecer alguém tão profundamente sem desenvolver um carinho muito grande por ele. Isso se chama contratransferência. Mas não, não seremos amigos.

12-A gente também é humano e tem momentos de tristeza: A gente mantém a cara de planta, não transfere nosso problema para o consultório, mas no fundo somos humanos igual a você e também temos nossos dias de querer ficar na cama sem fazer nada.

13-Quando a gente sabe que algum evento grande vai acontecer na sua vida, ficamos esperando a sessão seguinte como se fosse um episódio da nossa série favorita: Porque a gente torce por você!

14-Se o seu terapeuta falou alguma coisa sobre você sentir falta de Deus, sobre “curar homossexualidade” ou terapia de vidas passadas, CORRA. DENUNCIE: Ele não está utilizando técnicas científicas e pode ser cassado.

15-Não fique chateado se a gente não te aceitou nas redes sociais ou não respondeu ao seu “e você, como está?”  Somos psicólogos e não amigos. e para que você se sinta o mais confortável possível mantemos essa neutralidade em sua vida. 

16-É sempre muito estranho encontrar paciente fora do consultório: Uma relação terapêutica não é como uma relação social normal. As regras que valem numa terapia são BEM diferentes das relações sociais cotidianas.

17-Dá vontade de puxar a orelha quando você passa a sessão inteira enrolando e nos últimos minutos fala “ah, tem uma coisa…” e desata a falar: Não precisa esperar a hora “certa”.

18-A gente só quebra o sigilo das sessões em duas situações: Em estudos de caso entre terapeutas (sem identificar o paciente) ou quando você ou outra pessoa correm risco de vida.

19-A gente também faz nossa terapia para poder dar conta de toda a informação que vem na nossa direção: Além dos nossos próprios problemas pessoais.

20-A gente deseja e respeita o seu momento de deixar a terapia: Mas se quiser mandar um alô de vez em quando a gente fica contente.


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As sessões de colheitas de sangue a realizar no mês de Fevereiro
vão decorrer na seguinte data e horário:
-Dias 21 e 28 de Fevereiro das 15 horas às 19:30 horas (4ª.s Feiras)

-Dia 24 de Fevereiro das 9 horas às 13 horas (Sábados) no Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso em Aveiro, Rua de Ovar, Coordenadas GPS: N 40.62659 - W -8.65133.
Os interessados em aderir à dádiva devem fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão para facilitar a inscrição ou do Cartão de Nacional de Dador de sangue.
Atenção: Após tomar o almoço convém ter em conta o período de tempo para digestão, nunca inferior a 2:30 Horas. Na região de Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode ou não quer… 

Mapa para 2018 pode ser consultado no Site: www.adasca.pt

Opositores da Ostpolitik: Dom Pavol Maria Hnilica


Roberto de Mattei (*)
Agência Boa ImprensaA política de colaboração com a China comunista do Papa Francisco tem seus antecedentes diretos na Ostpolitik de João XXIII e Paulo VI. Mas ontem, como hoje, a Ostpolitikteve fortes opositores, que merecem ser lembrados. Um deles foi o bispo eslovaco Dom Pavol Hnilica (1921-2006) [foto ao lado], que desejo recordar baseando-me nas minhas memórias pessoais e num estudo cuidadoso dedicado a sua figura que será publicado em breve pela professora Emilia Hrabovec, a quem expresso a minha gratidão por permitir-me consultar e citar seu manuscrito.
Quando, na década de 1960, a diplomacia vaticana começou a pôr em prática a Ostpolitik, na então Checoslováquia, como hoje na China, havia duas igrejas. Uma era a Igreja “patriótica”, representada por sacerdotes subjugados ao regime comunista; a outra era a Igreja “clandestina”, fiel a Roma e ao seu Magistério. Dom Pavol Hnilica, originário de Unatin, perto de Bratislava, depois de entrar nos jesuítas, foi clandestinamente ordenado sacerdote (1950) e sagrado bispo (1951) por Dom Robert Pobozny (1890-1972), bispo de Roznava. Desta forma ele pôde, por sua vez, sagrar bispo Ján Chryzostom Korec (1924-2015) [foto abaixo], de vinte e sete anos e futuro cardeal, que após ter exercido clandestinamente seu ministério por nove anos, em 1960 foi preso e condenado a doze anos de prisão.
Ján Chryzostom Korec Após a morte de Pio XII, ocorrida em 9 de outubro de 1958, o clima mudou e Mons. Agostino Casaroli tornou-se o principal protagonista da política oriental da Santa Sé, promovida por João XXIII, mas implementada sobretudo por Paulo VI. Naqueles anos, Dom Hnilica teve a oportunidade de encontrar-se diversas vezes com o Papa Montini e apresentar-lhe vários memorandos nos quais o colocava de sobreaviso contra as ilusões, advertindo-o de que os regimes comunistas não renunciaram ao seu plano de liquidar a Igreja e aceitavam o diálogo com a Santa Sé unicamente para obter vantagens unilaterais e recuperar a credibilidade dentro e fora de seus países, sem cessar sua política antirreligiosa. “Hnilica— escreve Emilia Hrabovec — convidava a não se contentar com concessões cosméticas, a exigir a libertação e reabilitação de todos os bispos, religiosos e fiéis ainda na prisão e o reconhecimento efetivo da liberdade de professar a fé e a não consentir jamais no afastamento dos bispos impedidos, o que seria ‘a pior humilhação para suas sagradas pessoas e, nelas, para toda a Igreja mártir, diante dos traidores, dos inimigos e de toda a opinião pública’. O bispo exilado temia que as negociações, conduzidas à custa da parte mais heróica do episcopado, e um acordo fechado sem concessões relevantes suscitasse nos católicos — sobretudo nos melhores, naqueles que resistiam à opressão com força e lealdade — uma desorientação e a sensação de terem sido abandonados até pela autoridade eclesiástica”.Em dezembro de 1951, quando Dom Hnilica foi forçado a abandonar seu país e ir para Roma, Pio XII aprovou totalmente o modo de proceder da Igreja na Eslováquia, confirmando a validade das sagrações clandestinas e rejeitando qualquer conluio com o regime comunista. Na Radiomensagem de 23 de dezembro de 1956, o Papa afirmou: “Com profundo desgosto devemos a tal propósito lamentar o apoio prestado por alguns católicos, eclesiásticos e leigos, à tática do desbotamento [da verdade], para obter um efeito não desejado nem por eles mesmos. Como podem ainda não perceber que essa é a finalidade de todo aquele agitar-se insincero, sob o nome de ‘colóquios’ e ‘encontros’? Com que finalidade, aliás, discutir se nem sequer há uma linguagem comum, ou como é possível encontrar-se se os caminhos divergem, isto é, se uma das partes obstinadamente rejeita e nega os valores absolutos coletivos, tornando impossível qualquer ‘coexistência na verdade’?”.
Concílio Vaticano II e os dois Papas da época, João XII (à dir.) e Paulo VI (à esq.)
Concílio Vaticano II e os dois Papas da época, João XIII (à dir.) e Paulo VI (à esq.)
Enquanto se desenrolava o Concílio Vaticano II, Paulo VI tornou público, em 13 de maio de 1964, o status de bispo de Mons. Hnilica, até então mantido em segredo. O novo status permitiu ao bispo eslovaco participar da última sessão do Concílio, onde interveio juntando-se aos Padres Conciliares que exigiam a condenação do comunismo. Dom Hnilica afirmou na aula conciliar que aquilo que o esquema de Gaudium et Spes dizia sobre o ateísmo era tão pouco “que dizê-lo era o mesmo que não dizer nada”. Acrescentou que uma grande parte da Igreja sofre “sob a opressão do ateísmo militante, mas isso não pode ser deduzido do esquema, que também quer falar da Igreja no mundo moderno!”“A história nos acusará justamente de pusilanimidade ou de cegueira por esse silêncio”, disse o orador, lembrando que não falava em abstrato, pois esteve em um campo de concentração comunista e de trabalho forçado com 700 sacerdotes e religiosos. “Falo pela minha experiência direta e pela dos sacerdotes e religiosos que conheci na prisão e com os quais sofri os fardos e os perigos da Igreja” (AS, IV / 2, pp. 629-631).
Naquela época, Dom Hnilica teve inúmeras conversas com Paulo VI, para tentar em vão dissuadi-lo da Ostpolitik. Em fevereiro de 1965 foi libertado e chegou a Roma o arcebispo de Praga, Dom Josef Beran (1888-1969), que Paulo VI criou cardeal. Dom Hnilica advertiu o Papa de que o suposto sucesso da diplomacia vaticana tinha sido pelo contrário um sucesso do regime comunista, o qual, com o exílio do arcebispo, havia se livrado de um problema internacional cada vez mais desagradável, sem ter nada que temer do novo administrador de Praga, considerado um membro tímido do Movimento do Clero pela Paz.
Emilia Hrabovec lembra que, se em 1964 se tinha conseguido assinar um acordo com a Hungria, ao qual sucederia, em 1966, um acordo com a Iugoslávia, bem como iniciado uma diplomacia de encontros de alto nível com as cúpulas soviéticas, no entanto as conversações com a Checoslováquia apresentavam-se mais difíceis, e seus resultados mais escassos do que nunca. “Os representantes checoslovacos — recorda a historiadora — sentaram-se à mesa diplomática com instruções explícitas de ganhar tempo, recusar qualquer concessão e aceitar somente aquilo que lhes prometia vantagens unilaterais e danos à outra parte, de modo que as negociações se limitavam muitas vezes à formulação dos respectivos pontos de vista pouco conciliáveis e à promessa de querer prosseguir com as reuniões”.
O cardeal Korec, após a sua libertação dos cárceres do comunismo, lembrou por sua vez: “Nossa esperança era a Igreja clandestina, que colaborava silenciosamente com os sacerdotes nas paróquias e formava jovens prontos para o sacrifício: professores, engenheiros, médicos dispostos a se tornarem sacerdotes. Essas pessoas trabalhavam silenciosamente entre os jovens e as famílias, publicavam revistas e livros secretamente. Na realidade, a Ostpolitik vendeu essa nossa atividade em troca das promessas vagas e incertas dos comunistas. A Igreja clandestina era a nossa grande esperança. E, em vez disso, eles cortaram suas veias, desgostaram milhares de rapazes e moças, pais e mães, e muitos sacerdotes clandestinos prontos a se sacrificarem. […] Para nós foi verdadeiramente uma catástrofe, quase como se nos tivessem abandonado, varrido. Eu obedeci. Mas foi a maior dor da minha vida. Desse jeito, os comunistas lançaram mão da pastoral pública da Igreja” (Entrevista com Il Giornale, 28 de julho de 2000).
Enquanto isso, sob uma forte pressão do governo de Praga, a Secretaria de Estado começou a conter as atividades públicas do bispo eslovaco, chegando até a convidá-lo, em 1971, a sair de Roma e mudar-se para o exterior. Como lembra a Sra. Hrabovec, o bispo foi atingido pela acusação de ter-se tornado obstáculo às negociações e, implicitamente, motivo da persistente perseguição à Igreja e de agir contra a vontade do Papa, o que o levou a declarar-se pronto para deixar Roma, desde que o Papa ou o Geral da Companhia de Jesus lhe ordenassem explicitamente. Não tendo recebido tal ordem de qualquer dessas duas autoridades, Dom Hnilica permaneceu na Cidade Eterna e continuou suas atividades, embora os contatos com a Secretaria de Estado tenham cessado completamente.
Os anos da Ostpolitik foram também os do compromisso histórico [entre a Democria Cristã e o Partido Comunista Italiano]. Quando parecia a muitos que o sistema de perseguição comunista era um capítulo fechado e o PCI celebrava vitórias eleitorais desconhecidas anteriormente, “o incansável bispo tentou persuadir seu público de que os regimes comunistas apenas mudavam suas táticas, escolhendo métodos mais refinados, sem dar um passo atrás no seu programa antirreligioso e anti-humano, e que a Igreja era obrigada em consciência a não se conformar com o sistema comunista e com a sua ordem jurídica, mas a continuar denunciando seus crimes e o perigo que representava.
Como lembra ainda Emilia Hrabovec, “com a radicalidade evangélica das pessoas profundamente religiosas, Hnilica estava convencido de que na época da ‘decisão final pela Verdade ou contra a Verdade, por Deus ou contra Deus’, a neutralidade era impossível, e que quem não se colocasse do lado da Verdade tornava-se cúmplice da Mentira e corresponsável ​​pela propagação do Mal. Nesse espírito, Hnilica criticava duramente a política ocidental de distensão e de compromissos nas negociações com os regimes comunistas, a fraqueza e a indiferença dos cristãos ocidentais, muito concentrados em si mesmos, muito propensos a manter seu bem-estar material e muito pouco dispostos a interessar-se e a empenhar-se, seja pelos confrades detrás da Cortina de Ferro, seja pela defesa de seus valores cristãos. Referindo-se à conhecida expressão de Pio XI na década de 1930, Hnilica denunciava o silêncio da política, da mídia e da opinião pública, mesmo a católica, diante do regime comunista e das perseguições dos cristãos de além Cortina de Ferro como ‘a conspiração do silêncio’, observando que enquanto antes era costume falar da ‘Igreja do silêncio’ além da Cortina de Ferro, agora seria mais apropriado usar esse nome para definir a Igreja (as Igrejas) do Ocidente”.
Dom Pavol Hnilica era um homem profundamente bom, mas às vezes ingênuo. Quando eu o conheci, em 1976, ele estava sempre acompanhado por seu secretário, Witold Laskowski, um aristocrata polonês, poliglota de maneiras impecáveis, que nos traços do rosto e na figura maciça se assemelhava de modo surpreendente a Winston Churchill. Laskowski tinha emigrado para a Itália na década de 1920, fez parte do exército do general Anders e dedicara sua vida à luta contra o comunismo. Ele era uma espécie de “anjo da guarda” de Dom Hnilica, porque o ajudava a frustrar as manobras dos serviços secretos comunistas que tinham se infiltrado em seu grupo servindo-se não só de uma densa rede de agentes, mas também da ajuda do Partido Comunista Italiano. Se Laskowski estivesse vivo, Dom Hnilica não teria sido envolvido em um caso esdrúxulo na década de noventa, quando foi persuadido pelo maçom Flavio Carboni a dar dinheiro para coletar documentos que pudessem provar a inocência do Vaticano na falência do Banco Ambrosiano.
Dom Hnilica era um fervoroso devoto de Nossa Senhora de Fátima, convencido de que essa aparição representava uma das mais fortes intervenções de Deus na história humana desde a época dos Apóstolos. Em todos os contatos que teve com os Pontífices, ele sempre insistiu para que fosse feita a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, pedida por Nossa Senhora em 13 de julho de 1917. João Paulo II, após ter sido gravemente ferido em 13 de maio de 1981, atribuiu a Nossa Senhora de Fátima uma proteção milagrosa, sendo então instado a aprofundar a mensagem. Por isso, enquanto convalescia na Policlínica, ele pediu a Dom Hnilica uma documentação completa sobre Fátima. E em 13 de maio de 1982 foi em peregrinação a Fátima, onde confiou e consagrou a Nossa Senhora “aqueles homens e aquelas nações, que desta entrega e desta consagração particularmente têm necessidade”. No dia seguinte, acompanhada pelo padre Luigi Bianchi e por Wanda Poltawska, a Irmã Lúcia conheceu Dom Hnilica, e quando lhe perguntaram se considerava válida a consagração do Papa, a vidente acenou com um dedo e a seguir explicou-lhes que faltava a consagração explícita da Rússia.
Uma segunda consagração foi feita por João Paulo II em 25 de março de 1984 na Praça de São Pedro, na presença da imagem da Virgem, especialmente vinda de Portugal. Tampouco nessa ocasião a Rússia foi explicitamente mencionada, havendo apenas uma referência “[a]os povos dos quais esperais a nossa consagração e a nossa entrega”. O Papa escreveu aos bispos do mundo pedindo que se juntassem a ele. Entre os poucos que corresponderam ao apelo estava o arcebispo Pavol Hnilica, que da Índia, onde se encontrava, conseguiu obter um visto de turista para a Rússia e, no mesmo dia 25 de março, dentro do Kremlin, escondido atrás das grandes folhas do Pravda, pronunciou as palavras de consagração ao Imaculado Coração de Maria.
Em 12 e 13 de maio de 2000 eu estava com Dom Hnilica em Fátima, por ocasião da jornada de João Paulo II para a beatificação dos pastores Jacinta e Francisco. Não compartilhei de seu otimismo excessivo pelo pontificado de João Paulo II, mas a memória que tenho dele, após acompanhá-lo durante vinte e cinco anos, é de um homem de grande fé que hoje estaria ao lado de quem luta contra aquilo que o cardeal Zen define como a Igreja sendo posta à venda.

(*) Fonte: “Corrispondenza romana”, 21-2-2017. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

No Concelho de Cantanhede | Ciclo de Teatro Amador regressa aos palcos em Cantanhede, Sanguinheira, Zambujal (Cadima), Vila Nova de Outil, Febres e Ourentã

A quarta jornada do Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede está agendada para o próximo fim-de-semana com seis espetáculos, entre os quais duas estreias de grupos cénicos que iniciam a sua participação no certame promovido pela Câmara Municipal.
É assim que, já no próximo sábado, 24 de fevereiro, a partir das 21h30, o Grupo de Teatro São Pedro sobe ao palco do auditório do Centro Paroquial de S. Pedro, em Cantanhede, para representar pela primeira vez Da Mouraria a Alfama, um musical que retrata as tradições dos bairros típicos de Lisboa, na primeira metade do séc. XX. Escrita por Dulce Sancho, Sónia Silva e Leonor Moura, a peça desenrola-se em torno da vida de uma família migrante originária de Ovar que se muda para Lisboa em busca de melhores condições de vida, gente simples com um quotidiano que permite mostrar o dia-a-dia das mais típicas zonas alfacinhas.
Outra estreia é a de Três em Lua-de-mel e Outros Sketches, comédia que o Grupo de Teatro Renascer do Centro Social de Recreio e Cultura da Sanguinheira vai representar para a sua comunidade no salão paroquial local, também às 21h30 de sábado. O espetáculo tem como personagem central Madalena, que, já casada em segundas núpcias, é confrontada com o regresso do primeiro marido, que ela julgava morto num acidente de avião. É então que os acontecimentos se precipitam numa casa onde vários equívocos geram a maior das confusões.
Igualmente no sábado, à mesma hora, o Grupo de Teatro da Associação Cultural e Desportiva do Casal cumpre a sua ação de itinerância na sede do Clube União Vilanovense para representar “Confissões” e “Vamos Cortar na Casaca – 2018”, dois originais de Manuel da Silva Barreto. “Confissões” é uma comédia em que várias personagens com diferentes maneiras de entender o que é ou não é pecado vão à confissão, onde tentam provar ao Padre Confessor que as suas eventuais falhas só podem ser culpa de outrem. Já “Vamos Cortar na Casaca 2018” é uma rábula a partir de uma entrevista a presidentes de três entidades políticas – de âmbito nacional, municipal e local –, que são confrontados com perguntas embaraçantes da parte de jornalistas, munícipes e fregueses.
Ainda no sábado, às 21h30, o Cordinha d’Água, Teatro do Rancho Folclórico “Os Lavradores” de Cordinhã apresentará “Eva, a Pequena Estrela”, um original de Manuel Tomé, no Pavilhão Multiusos de Febres. A história de Eva, uma menina de seis anos, desenrola-se entre o Brasil e Portugal, quando ela entra inocentemente num porão de um barco de traficantes de animais que a leva até Terras de Vera Cruz. Peça centrada no convívio da criança com os bichos, “num enredo impregnado de ternura, lealdade, amizade, amor e, sobretudo, de vontade de vencer”.
A jornada de sábado inclui a visita do Grupo de Teatro Experimental “A Fonte”, de Murtede, à Associação Juvenil do Zambujal e Fornos para apresentar Tudo isto é Teatro. Com início às 21h30, na sede da Associação Cultural e Recreativa do Zambujal, a peça é da autoria de Cristina Serém, que contou para o efeito com a colaboração de outros elementos do grupo. Tudo isto é Teatro é uma composição de quatro quadros revisteiros que têm como aliciante “uma constante e divertida interação com o público. Dois desses quadros recriam programas televisivos em que “a seriedade dos factos relatados contrasta com os equívocos a que dizem respeito”, enquanto os outros se reportam “a grandes aventuras ocorridas numa floresta que gera o contexto propício a enganos, situações hilariantes e surpresas. Um espetáculo de pendor popular bem ao jeito do Grupo de Teatro Experimental “A Fonte”.
No domingo, 25 de fevereiro, é a vez de o Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” da Associação Juvenil do Zambujal e Fornos se deslocar ao salão do Centro Social e Polivalente de Ourentã para representar O Funeral das Bestas. Com início às 15h30, esta comédia de Jorge Gomes de Oliveira tem como cenário o suposto velório de um empresário endinheirado, onde a viúva recebe pessoas das múltiplas relações do falecido. Equívocos e revelações inesperadas geram situações hilariantes que adquirem ainda maior expressão face à solenidade do momento.


Sobre o Grupo de Teatro S. Pedro
Nascido do grupo Coral Litúrgico da Paróquia de Cantanhede, em 2005, com a realização dos primeiros ensaios, o Grupo de Teatro S. Pedro juntou o gosto de cantar e o gosto da representação com a dedicação à causa da Igreja local e preparou a sua primeira apresentação para a inauguração do Centro Paroquial S. Pedro, em junho de 2006.
Tratou-se de um musical intitulado “Festa na Aldeia” que contou maioritariamente com elementos do grupo litúrgico e do Grupo de Jovens de Cantanhede e cujo primeiro objetivo era angariar fundos para o referido Centro. Dada a grande aceitação por parte do público da cidade e do concelho, integrou, em 2007, o IX Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, organizado pela Câmara Municipal.
Em 2008 participou no X Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede com o musical “J.C. Ontem, Hoje e Sempre” que reapresentou na edição anterior com os devidos ajustes. Em 2009, levou a palco “Recordar… e viver…”, no ano seguinte representou “Tributo ao passado” e em 2011 “De malas feitas”. Em 2012, participou no Ciclo de Teatro com a peça “Uma história com fado”, no ano em que o mesmo foi classificado pela UNESCO Património Imaterial da Humanidade.
Fazem parte deste grupo cerca de 25 atores, jovens e adultos e é sua orientadora Maria Dulce Sancho, autora dos textos com o grupo se apresenta, não dispensando todas as colaborações dos elementos do Grupo.

Sobre o grupo Teatro Renascer da Sanguinheira
O Grupo de Teatro Renascer é uma secção do Centro Social de Recreio e Cultura da Sanguinheira (C.S.R.C.S.), a associação com atividade cultural (organizada) mais antiga da Freguesia da Sanguinheira, estreando-se ao público pela primeira vez em 26 de março de 1981.
O Grupo surgiu da vontade de um conjunto de jovens representar. Iniciou a sua atividade nessa altura para não mais cessar e levar continuamente a palco, todos os anos, peças de autores consagrados, como também algumas escritas por elementos ligados ao grupo, tanto da Sanguinheira como de outras localidades.
Para além das peças de teatro, que tem apresentado publicamente durante os largos anos de existência, os elementos do grupo também participaram em várias edições da Feira Medieval de Coimbra, como figurantes, e entre os seus associados encontramos os fundadores da primeira associação da Freguesia da Sanguinheira (C.S.R.C.S.).

Sobre o Grupo de Teatro da ACDC – Associação Cultural e Desportiva do Casal
O Grupo de Teatro da Associação Cultural e Desportiva do Casal foi fundado em 24 de outubro de 2004, sendo constituído na altura por 16 elementos. Estreou-se em palco no dia 26 de dezembro do mesmo ano com a realização de Festa de Natal/Teatro levando a palco variedades das quais se salienta a comédia “O cliente tem sempre razão” da autoria de Manuel Silva Barreto.
A 29 de janeiro de 2006 levou a palco, em conjunto com outras peças, a comédia da autoria de Manuel Silva Barreto “Médico de Família” que foi também apresentada em maio de 2008, pelos mesmos atores, na festa dos Missionários Combonianos em Coimbra.
A 17 de março de 2007, o grupo representou, entre outras, duas peças de Teatro da autoria de Manuel Silva Barreto, o drama “Vida e Morte de Santa Iria” e a comédia de “A falar é que a gente se entende”.
No ano de 2008 foram novamente apresentadas peças cómicas da autoria de Manuel Silva Barreto, nomeadamente “O Trata Tudo”; “Encontro de Velhas Amigas” e “Vamos Cortar na Casaca”. Esta sessão de teatro teve repetição na sede da coletividade a 23 de fevereiro, e em Alqueidão a 2 de março do mesmo ano.
A 7 de março de 2009 o grupo levou a palco um drama e duas peças cómicas da autoria de Manuel Silva Barreto, “Vida ou Morte – uma questão de consciência”, “Parto Complicado” e “Vamos cortar na casaca”.
No ano seguinte o grupo encenou as peças “O Polícia - Autoridade sem Autorização” e “A Estrela do Circo”, de autor desconhecido, ao que se juntou a versão atualizada de “Vamos cortar na Casaca – 2010” da autoria de Manuel da Silva Barreto.
A participação do grupo na 13.ª edição do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede concretiza-se com a encenação de “Os Fora da Lei”, “Isto é volta de Bruxedo” e “Vamos Cortar na Casaca – 2011”, trabalhos da autoria de Manuel da Silva Barreto.
E em 2012, assumindo uma vez mais a abertura do Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede, o grupo apresenta de novo três peças originais, também da autoria de M.S. Barreto, ”A Partilha”, “Namoro Proibido” e “Vamos Cortar na Casaca – 2012” e na edição anterior deste Ciclo de Teatro o grupo estreou uma nova peça, intitulada “A Herança” leva a palco mais três comédias originais, à qual se juntou a atualização da sátira cantada “Vamos Cortar na Casaca”.
Em 2013, levou a palco as comédias “Encontro de velhas amigas”, “Eu sou um grande médico” e “Vamos cortar na casaca – versão 2013”. Em 2014 encenou “A herança” e “Vamos cortar na casaca – versão 2014”. Em 2015 apresentou-se com “Projeto industrial de dois palhaços”, “Geração de viúvas” e “Vamos cortar na casaca – versão 2015”. Em 2016 encenou “Vida ou morte: uma questão de consciência”, “Um falso confessor” e “Vamos cortar na casaca – versão 2016” e na anterior edição do certame “Experiência Fatal”, “Namoro Confuso” e “Vamos cortar na casaca – 2017 Versão Parlamento Aberto”


Sobre o Rancho Folclórico "Os Lavradores" de Cordinhã
O grupo foi fundado em 19 de outubro de 1978 por iniciativa do pároco da freguesia, chamado Fernando, e de um grupo de pessoas convidadas para o efeito, entre elas o músico Arsénio Cavaco. Cinco anos depois, mais propriamente no dia 17 de fevereiro de 1983, foi legalizado por escritura pública no Cartório Notarial de Cantanhede e publicado no Diário da República III Série, n.º 81 de 8-4-1983 como Associação Cultural e Recreativa, denominada Rancho Folclórico de Cordinhã.
Este rancho esteve em atividade 15 anos consecutivos seguindo-se um breve interregno de cerca de três meses. Posteriormente reiniciou a sua atividade com a designação de Rancho Folclórico "Os Lavradores” de Cordinhã, que ainda hoje mantém.
Neste momento, ao grupo de adultos junta-se o grupo juvenil-infantil composto por 20 crianças, servindo simultaneamente de escola de folclore.
Integrado nesta associação está o grupo Cordinha d'Água Teatro, composto por pessoas de todos os escalões etários, que participa nos Ciclos de Teatro da Câmara Municipal de Cantanhede e nos Ciclos de Teatro organizados pelo INATEL, onde se encontra inscrito.

Sobre o Grupo de Teatro Experimental “A Fonte” de Murtede
O Grupo de Teatro Experimental “A Fonte” de Murtede foi fundado em 2000 por 24 jovens da freguesia. Esta associação juvenil tem atualmente cerca de 80 associados e é filiada no INATEL e no Instituto Português da Juventude.
Da sua atividade no campo das artes cénicas destaca-se a apresentação regular de peças de teatro em produções que têm registado o reconhecimento do público e das entidades que têm apoiado o trabalho do grupo, nomeadamente a Câmara Municipal de Cantanhede, a Junta de Freguesia de Murtede, o INATEL, o Instituto Português da Juventude (IPJ) e a Delegação Regional do Centro do Ministério da Cultura.
Além da sua participação regular em diversos espetáculos de Teatro, desenvolve também outro tipo de ações culturais, com destaque para Danças na Minha Aldeia, encontro com animação em diversas vertentes musicais que se realiza na segunda quinzena de maio, concertos de música sacra, convívios e iniciativas não só com os seus associados mas também com outros habitantes da comunidade, como é o caso do programa de OTL – Ocupação de Tempos, da responsabilidade do IPJ.
O Grupo de Teatro Experimental “A Fonte” de Murtede participa também regularmente na EXPOFACIC e desenvolve algumas parcerias na organização de eventos promovidos pela Junta de Freguesia de Murtede e a Câmara Municipal de Cantanhede.

Sobre o Grupo de Teatro As Fontes do Zambujal
O Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” foi constituído em 1996 e é composto atualmente por cerca de 20 elementos, maioritariamente das localidades de Zambujal e Fornos. A sua designação é uma referência às quatro fontes de origem romana que existiram no Zambujal, designadamente Fonte de Rodelos, Fonte Má, Fonte Perto e Fonte Seca.
As raízes desta formação teatral podem ser encontradas em 1954, mais precisamente em 27 de maio, data em que foi fundado um agrupamento com o nome “Viva O. R. Zal” (Viva o Rancho do Zambujal). A iniciativa partiu de alguns indivíduos da comunidade que pretendiam desenvolver atividades de lazer para preencher os seus tempos livres, assim como manter vivas a tradição e a autenticidade dos trajes danças e cantares do Zambujal.
Depois de uma interrupção de alguns anos, o Grupo retomou o seu funcionamento em 1992, sob a nova designação de Grupo Folclórico “Os Malmequeres do Zambujal”. Em julho de 1995, passou a integrar a Associação Juvenil do Zambujal e Fornos, mais precisamente a sua secção de folclore, e em 1996 filiou-se no INATEL.
É nessa mesma altura que surge o Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” que inicia um trabalho de produção teatral regular apresentando uma a duas peças anualmente, por altura da quadra natalícia e participando no Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, desde a sua primeira edição.

Em 1998, faz a sua primeira apresentação fora da terra, mais precisamente nas Franciscas, no âmbito do I Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, com as peças “Falar Verdade a Mentir” e “O Senhor”. No ano seguinte faz um périplo por várias localidades do Concelho de Cantanhede com as produções “O Céu da Minha Rua” e “Terra Firme”. Muitas outras produções se seguiram interpretando um eclético repertório como “Dois Maridos em Apuros”, “O Padre Piedade”, “A Carta Anónima”, “O Processo de Mário Dâmaso”, “As Rosas de Nossa Senhora”, “Mendonça & Mendonça” e “Falar Verdade a Mentir” de Almeida Garrett.

Festival de Natação em Figueiró dos Vinhos


A Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos em parceria com a Secção de Natação da Associação Desportiva de Figueiró dos Vinhos vai realizar no próximo dia 10 de março, um Festival de Natação que irá decorrer a partir das 15h00 na Piscina Municipal de Figueiró dos Vinhos.

O objetivo desta iniciativa visa aproximar as escolas de Natação existentes nos concelhos vizinhos, tendo nesta oportunidade sido convidadas as Escolas Municipais de Pampilhosa da Serra, Alvaiázere, Ansião e Condeixa e as Escolas de Natação de Vila de Rei e do Centro de Cultura e Desporto da Sertã, assumindo a secção de natação da Associação Desportiva o papel de anfitriã das suas congéneres.

De referir, que a abertura do festival, será ainda marcada pela presença e participação de utentes do CAO da Santa Casa da Misericórdia de Figueiró dos Vinhos e de utentes da Cercicaper de Castanheira de Pera, instituições que desta forma também se associam à realização deste evento.

No intervalo, haverá ainda a possibilidade de assistir a uma demonstração de natação sincronizada, apresentada por uma turma do Aqua Clube de Condeixa.

Telf. 236 559 558
Telf. 236 559 550 / Ext. 309
Fax 236 552 596
Praça do Município
3260-408 Figueiró dos Vinhos
www.cm-figueirodosvinhos.pt

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As sessões de colheitas de sangue a realizar no mês de Fevereiro
vão decorrer na seguinte data e horário:
-Dias 21 e 28 de Fevereiro das 15 horas às 19:30 horas (4ª.s Feiras),

-Dia 24 de Fevereiro das 9 horas às 13 horas (Sábados) no Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso em Aveiro, Rua de Ovar, Coordenadas GPS: N 40.62659 - W -8.65133.
Os interessados em aderir à dádiva devem fazer-se acompanhar do Cartão de Cidadão para facilitar a inscrição ou do Cartão de Nacional de Dador de sangue.
Atenção: Após tomar o almoço convém ter em conta o período de tempo para digestão, nunca inferior a 2:30 Horas. Na região de Aveiro só não adere à dádiva de sangue quem não pode ou não quer… 

Mapa para 2018 pode ser consultado no Site: www.adasca.pt